“João faz administração das obras caras e dos aditivos milionários”, diz Lucimara

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Lucimara A vereadora Lucimara Passos (PC do B) cobrou nesta quinta-feira, 14/5, na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), da Prefeitura de Aracaju a situação dos convênios de obras deixados na gestão do ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) que totalizavam R$ 287 milhões. De acordo com as informações da parlamentar, foram firmados 40 convênios na administração anterior.
 
Segundo Lucimara, os secretários Carlos Batalha e Luiz Durval vieram a público tentar justificar a paralisação de 39 obras na atual gestão alegando erros em projetos. “Travamos um intenso debate sobre esses casos nas Sessões na Câmara de Aracaju e continuo cobrando a continuidade das obras. Tentaram justificar alegando que pararam as obras para corrigir supostos erros, só que essa medida aumentou os valores das obras e gerou aditivos milionários. Busco entender os fatos, pois o discurso feito por eles era de que não havia nem recursos para as contrapartidas”, pondera.
 
Lucimara frisou, ainda, que o secretário Carlos Batalha exemplificou alguns dados de obras em Aracaju que tiveram aditivos, como a obra do Mergulhão do Inácio Barbosa que teve aditivo de R$ 7 milhões, o mercado do Augusto Franco foi de R$ 800 mil, a complementação da urbanização de 18 ruas da Atalaia terá mais R$ 11 milhões. Além disso, toda drenagem será lançada no manguezal da Avenida Desembargador Antônio Goes, por fim, as obras do Loteamento Marivan também tiveram o projeto refeito pela construtora e estão com aditivo em análise na Caixa Econômica Federal. “A impressão que tenho é que as paralisações foram propositais para que as obras não fossem atribuídas à administração do ex-prefeito Edvaldo Nogueira e concretamente o custo das obras subiu muito. Inclusive, as administrações de João Alves ficaram conhecidas pelas obras caras e pelos aditivos milionários”, afirma.
 
Para a líder do PCdoB na Câmara, assim como ocorreu no Governo do Estado de Sergipe, a história vem se repetindo na administração da capital sergipana. “Um bom exemplo de gestão de João Alves, é a obra de contenção da 13 de julho. Em março de 2013 uma empresa foi contratada por R$ 3.883.251,53 para realizar o serviço. Já em outubro, a mesma empresa teve o contrato cancelado por interesse da administração municipal. Depois, em novembro do mesmo ano, outra empresa foi contratada para executar a mesma obra pelo valor de R$ 5.884.290,96”, finaliza.
 

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