Segundo Lucimara, os secretários Carlos Batalha e Luiz Durval
vieram a público tentar justificar a paralisação de 39 obras na atual
gestão alegando erros em projetos. “Travamos um intenso debate sobre
esses casos nas Sessões na Câmara de Aracaju e continuo cobrando a
continuidade das obras. Tentaram justificar alegando que pararam as
obras para corrigir supostos erros, só que essa medida aumentou os
valores das obras e gerou aditivos milionários. Busco entender os fatos,
pois o discurso feito por eles era de que não havia nem recursos para
as contrapartidas”, pondera.
Lucimara frisou, ainda, que o secretário Carlos Batalha
exemplificou alguns dados de obras em Aracaju que tiveram aditivos, como
a obra do Mergulhão do Inácio Barbosa que teve aditivo de R$ 7 milhões,
o mercado do Augusto Franco foi de R$ 800 mil, a complementação da
urbanização de 18 ruas da Atalaia terá mais R$ 11 milhões. Além disso,
toda drenagem será lançada no manguezal da Avenida Desembargador Antônio
Goes, por fim, as obras do Loteamento Marivan também tiveram o projeto
refeito pela construtora e estão com aditivo em análise na Caixa
Econômica Federal. “A impressão que tenho é que as paralisações foram
propositais para que as obras não fossem atribuídas à administração do
ex-prefeito Edvaldo Nogueira e concretamente o custo das obras subiu
muito. Inclusive, as administrações de João Alves ficaram conhecidas
pelas obras caras e pelos aditivos milionários”, afirma.
Para a líder do PCdoB na Câmara, assim como ocorreu no Governo do
Estado de Sergipe, a história vem se repetindo na administração da
capital sergipana. “Um bom exemplo de gestão de João Alves, é a obra de
contenção da 13 de julho. Em março de 2013 uma empresa foi contratada
por R$ 3.883.251,53 para realizar o serviço. Já em outubro, a mesma
empresa teve o contrato cancelado por interesse da administração
municipal. Depois, em novembro do mesmo ano, outra empresa foi
contratada para executar a mesma obra pelo valor de R$ 5.884.290,96”,
finaliza.
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